(De) Feridos

domingo, 12 de junho de 2011

Tecnologia ou metodologia?


Para falarmos sobre o assunto, vamos conhecer suas definições:
Técnica: Estes procedimentos não excluem a criatividade como fator importante da técnica. como os conhecimentos técnicos e a capacidade de improvisação. A técnica não é privativa do homem, pois também se manifesta na atividade de todo ser vivo e responde a uma necessidade de sobrevivência. No animal, a técnica é característica de cada espécie. No ser humano, a técnica surge de sua relação com o meio e se caracteriza por ser consciente, reflexiva, inventiva e fundamentalmente individual. O indivíduo a aprende e a faz progredir. Só os humanos são capazes de construir, com a imaginação, algo que logo podem concretizar na realidade. Campos de ação: o campo da técnica e da Tecnologia responde ao interesse e à vontade do homem de transformar seu ambiente, buscando novas e melhores formas de satisfazer suas necessidades ou desejos. Esta atividade humana e seu produto resultante é o que chamamos técnica e Tecnologia, segundo o caso. A técnica também pode ser passada de geração para geração. Como exemplo, temos os povos Incas, particularmente em Machu Picchu que construiram terraços nas cordilheiras dos Andes, para sua agricultura e estes terraços são dotados de curvas de nível para a proteção das encostas e seus cultivos, hoje utilizadas por toda a agricultura pelo mundo.
Método: (do Grego methodos, met' hodos que significa, literalmente, "caminho para chegar a um fim"). A forma de como se passa um novo conhecimento.

Aplicando na educação

A metodologia de ensino procura apresentar roteiros para diferentes situações didática, conforme a tendência/corrente pedagógica adotada pelo professor/instituição, de forma que o aluno se aproprie dos conhecimentos propostos e/ou apresente suas pesquisas e demais atividades pedagógicas.
A análise da prática pedagógica tem demonstrado que só serão possíveis mudanças significativas na educação brasileira, à medida que o professor tiver uma compreensão profunda da razão de ser da sua prática e uma clara opção política acerca do seu ato pedagógico.
            Embora muitos professores sintam que têm um papel importante na determinação de mudanças significativas no processo de ensino, frustam-se quando, na busca de alternativas, nem sempre conseguem bons resultados. Se na sua prática cotidiana o professor percebe que a metodologia adotada favorece apenas alguns alunos, em detrimento de outros ou da maioria, é preciso que ele compreenda e tenha claro o porquê disso, a que alunos este método favorece e porque os favorece. Sem essa compreensão, dificilmente conseguirá mudanças que levam a resultados significativos.

            Vejamos alguns pontos chaves:
·         A necessidade de que o aluno tenha participação ativa no processo ensino-aprendizagem.
·         Critérios de escolha a ser considerado, conforme o quadro a seguir.



OBJETIVOS EDUCACIONAIS



EXPERIÊNCIA DIDÁTICA DO PROFESSOR
ESTRUTURA DO ASSUNTO E TIPO DE APRENDIZAGEM ENVOLVIDO
Escolha das atividades
didáticas



ETAPA NO PROCESSO DE ENSINO


CONTRIBUIÇÕES E LIMITAÇÕES DAS ATIVIDADES DE ENSINO




TEMPO DISPONÍVEL



ACEITAÇÃO E EXPERIÊNCIA DOS ALUNOS






        
FACILIDADES FÍSICAS



·         Cada atividade tem um potencial pedagógico diferente e limitações específicas.
·         Não se pode oferecer uma receita didática, mas apenas conceitos e tipologias.

Alguns dos importantes subsídios de escolha são:
·         O objetivo de ensino é o definidor dos critérios de seleção e organização dos métodos e técnicas.
·         A estrutura do assunto a ser ensinado determina o tipo de atividade.
·         As características próprias das atividades de ensino.
·         A etapa no processo de ensino determina o tipo de atividades mais indicado.
·         Tempo e as facilidades físicas disponíveis.

O aluno deve desenvolver as capacidades[1] de:
·         Observar
·         Analisar
·         Teorizar
·         Sintetizar
·         Aplicar e transferir o aprendido
As atividades metodológicas desenvolvidas devem ser combinadas, de forma simultânea ou seqüencial, oferecendo ao aluno a oportunidade de  perceber e analisar o assunto sob diversos ângulos.
É importante ressaltar que há diferenças no grau de liberdade de opção das técnicas a serem utilizados pelos professores. Havendo um maior controle no 1º e 2º ciclo e maior liberdade nos demais ciclos de ensino, por parte da coordenação pedagógica.
Nas condições objetivas de trabalho docente, falta tempo e espaço para refletir com seus colegas sobre a experiência pedagógica de cada um e o estudo de um instrumental teórico sistematizado que auxilie na compreensão da razão de ser dos problemas enfrentados. Pode-se notar, na variedade de técnicas de ensino, um ecletismo devido às diversas teorias pedagógicas que lhe deram origem.
Segundo VASCONCELLOS (1999, p. 147) de acordo com a teoria do conhecimento que fundamenta o trabalho do professor, considera como referência a concepção dialética de conhecimento, destacando a problematização como elemento nuclear na metodologia de trabalho em sala de aula. Se forem adequadamente captadas, as perguntas deverão provocar e direcionar de forma significativa e participativa, o processo de construção do conhecimento por parte do aluno, sendo também um elemento mobilizador para esta construção. Nesse sentido, ao preparar a aula, o professor já poderia destacar as possíveis perguntas e problemas desencadeadores para a reflexão dos alunos.
            De acordo com VILARINHO (1985, p. 52) os métodos de ensino apresentam três modalidades básicas:
-          Métodos de ensino individualizado: a ênfase está na necessidade de se atender às diferenças individuais, como por exemplo: ritmo de trabalho, interesses, necessidades, aptidões, etc., predominando o estudo e a pesquisa, o contato entre os alunos é acidental.
-          Métodos de ensino socializado: o objetivo principal é o trabalho de grupo, com vistas à interação social e mental proveniente dessa modalidade de tarefa. A preocupação máxima  é a integração do educando ao meio social e a troca de experiências significativas em níveis cognitivos e afetivos. 
-          Métodos de ensino sócio-individualizado: procura equilibrar a ação grupal e o esforço individual, no sentido de promover a adaptação[2] do ensino ao educando e o ajustamento deste ao meio social.


[1] Observem no texto em anexo algumas sugestões de atividades e metodologias que podem ser desenvolvidas de acordo com cada capacidade citada.
[2] Termo próprio da sociedade reprodutora, assim como o termo ajustamento utilizado a seguir, mas adequando-se a atualidade, podemos trabalhar de forma crítica, participativa e transformadora.

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